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Dados Estatísticos de 2017 sobre a cultura e as artes de espetáculo 

 

 O ano de 2017 manteve os bons agoiros quanto à solidificação da industria portuguesa do entretimento.

O Instituto Nacional de Estatísticas – INE já deu a conhecer os dados oficiais de 2017 no que diz respeito aos setores da cultura, das artes, e do entretenimento em geral, e foi com enorme agrado que se constatou que a procura de atividades de lazer pelos portugueses manteve o crescimento, se bem que ligeiro, de 2016.

Pelos resultados disponibilizados pelo INE, deu para perceber que 67,3 % dos portugueses assistiu a pelo menos um espetáculo ao vivo (67 % em 2016), tal como, por exemplo, uma peça de teatro, um concerto musical, um circo, um espetáculo de dança, ou qualquer outra arte de espetáculo.

Estimou-se também que, no ano de 2017, as famílias portuguesas gastaram em média 868 € em atividades de laser e cultura (845 € em 2016), o que significa 4,3 % da totalidade do orçamento médio anual das famílias portuguesas.

As 364 salas oficias de espetáculos, e os seus 232,500 lugares disponíveis, ofereceram 33.404 sessões de espetáculos ao vivo, aumentando a oferta face a 2016 em 4 %, e receberam 15.400.000 espetadores (mais 4,1 % do que em 2016), o que gerou receitas de 82,900,000 € (aumentando-as 2,4 % face a 2016).

 Por regiões:

O preço médio dos bilhetes de ingresso dos espetáculos ao vivo em 2017 situou-se nos 16.80 €, o que também quer dizer que houve um decréscimo de 3,4 % no preço face a 2016 (valor médio de bilhete de ingresso em Lisboa: 22.70 €; região do Alentejo: 16.20 €; região norte:13,20 euros; região centro: 7,50 €).

61 % dos espetáculos ao vivo realizaram-se no período noturno (69 % dos espetadores e receitas de bilheteira na ordem dos 76 % do valor total).

A contrariar todo este otimismo, é persistir-se em cortar na despesa pelo caminho mais fácil: a dispensa de funcionários, já que, face a 2016, encolheu-se em 6,3 % o número de funcionários de apoio a recintos de espetáculos ao vivo, que hoje são 4,142. O que não deixa de ser estranho ao crescimento geral do sector.

Estima-se igualmente que, em 2017, 7,850,000 pessoas assistiram a concertos musicais, atraindo mais meio milhão de pessoas face a 2016, e angariando-se 64,700,000 € em receita de bilheteira (mais 2,3 % face ao ano de 2016).

Por géneros musicais:

 

Já no que toca a outras áreas da cultura, pelos resultados do INE sobre o ano de 2017 conclui-se igualmente que 55 % dos portugueses manteve o interesse diário por jornais e revistas (em papel ou na Internet). Se bem que os jornais e as revistas em papel viram reduzida a sua circulação em 20,3 % face a 2016, o que é preocupantemente significativo.

Averiguou-se também que 46,4 % dos portugueses deslocou-se a museus, monumentos ou galerias de arte.

No caso especifico dos museus, foram visitados por 17.000.000 pessoas (mais 1,800,000 do que em 2016), sendo que 7.730.000 de visitantes foram cidadãos estrangeiros, portanto 45,2 %.

Deu para perceber também, entristecendo, que 38,8 % dos portugueses leu pelo menos um livro, o que não deixa de ser uma trágica tradição.

Por fim, 43,6 % foi pelo menos uma vez a um dos173 cinemas disponíveis em Portugal, e os seus 571 ecrãs de exibição. Estima-se que os 1.100 filmes exibidos acolheram o interesse de 15,600,000 de espetadores (mais 600,00 do que em 2016), numa taxa de ocupação apurada de 12.3 % por sessão, e as receitas de bilheteira declaradas foram de 81,670,000 € (mais 4,600,000 € do que em 2016).

De referir justamente que foram produzidos 66 filmes em Portugal (48 em 2016), dos quais 12 foram de autoria inteiramente nacional.

 E mesmo para terminar, as Câmaras Municipais declararam um investimento de 450,000,000 € nas atividades culturais e criativas durante o ano de 2017 (mais 65 milhões do que em 2016), distribuindo-os pelas seguintes áreas culturais:

Fonte: Instituto Nacional de Estatísticas - INE, em publicação de Dezembro de 2018

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