PÁGINA INICIALBLOGA InStage esteve na Prolight+Sound 2017

A InStage esteve na Prolight+Sound 2017  

Na primeira semana de Abril, a Messe Frankfurt transformou-se no parque de diversões dos intervenientes ligados à industria do entretenimento.

Se perguntar a qualquer pessoa o que lhe faz recordar a Primavera, decerto responderá aves migratórias, flores novas ou dias mais compridos e solarengos. Experimente-se fazer a mesma questão a qualquer técnico de espetáculo e, tão certo como um mais um serem dois, este dirá que é tempo de Prolight+Sound, em Frankfurt.

O certame mais credenciado mundialmente de hardware, software e estruturas para espetáculo, onde são aguardadas as novas criações e inovações das marcas referência de mercado, e se aproveita para estreitar as relações comerciais entre clientes e fornecedores. 

O que fez a InStage interessar-se por este evento internacional foi obviamente a área dos efeitos especiais (SFX), e, diga-se, as novidades estiveram aquém das nossas expectativas. No entanto, as inovações do já existente fizeram desta deslocação à Alemanha bastante proveitosa.

Foi com bastante agrado, e até com orgulho, que testemunhámos o crescimento da espanhola OH FX no mercado mundial do SFX. É a marca eleita pela InStage como sua fiel companheira de caminhada, sendo os jactos de nuvens perfeitas e densas de CO2 que sai dos seus jets um dos responsáveis pela nossa fiabilidade em palco.

Os britânicos da Magic FX, parecem ter declarado guerra mortal aos cabos eléctricos, apresentando elegantes controladores digitais e de comunicação wireless, e, diga-se em abono da verdade, salvo os preços elevados que praticam, a qualidade dos seus artigos continua praticamente inatacável.

Por seu lado, os franceses da SFAT e os italianos da StarLight apareceram, uma vez mais, com canhões de lançamento de espuma, de neve artificial, de efeito CO2, e de confetti ainda mais imponentes e potentes a cada ano que passa.

Já no que toca ao segmento da pirotecnia de proximidade para espetáculo, a norte-americana Le Maitre ainda dita as regras com a habitual mestria no fabrico de artigos deste sector, o que evidentemente se reflecte na sua tabela de preços, se bem que, por outro lado, os alemães da Galaxis se apresentaram bem vivos coma sua nova máquina de chamas para espetáculo, a G-Flame, evoluindo no débito de fogo e recuando na estrutura, sendo mais pequena e leve que o modelo anterior.

Outro efeito especial que a InStage gostou de conhecer foi a Matrix Hidro 3D dos alemães Laser HB. Um reservatório de 2 metros quadrados, uma placa instalada no seu interior, 100 fontes de água em esguichos verticais, outras tantas luzes LED RGBW, que, controláveis individualmente, oferecem um impressionante espetáculo de água, luz e cor.

Nos restantes temas da Prolight+Sound – áudio, iluminação, estruturas de palco e vídeo –, o repórter da InStage aventurou-se e tentou descodificar o que de mais interessante se divulgou neste certame internacional.

Na iluminação para espetáculo, parece que os maiores esforços estão dirigidos para a monitorização. Mesas de régie cada vez mais inteligentes, e sistemas de comunicação DMX mais ágeis e menos complicados de instalar. Entre os principais expositores, a Clay Park exibiu-se ao seu bom nível costumeiro, mas a Robe não deixou os seus créditos em mãos alheias, permanecendo ainda senhora e rainha do sector, o que ficou, desde logo, latente pelo seu stand. Os produtos estavam todos agarrados em truss no tecto e área era praticamente ocupada por um auditório para quase 50 pessoas, onde, a cada meia hora, apresentavam os seus argumentos de 2017, e na forma original de uma performance de bailado de impressionante qualidade.

No segmento de vídeo, foi também com agradável surpresa que a InStage se deparou com um solo flutuante em ecrãs de LED Wall, de qualidade de vídeo muito aceitável e uma capacidade impressionante de aceitar sem estrebuchos 500 quilos por metro quadrado. Um produto que só não é mais promissor por ser originário da China, mais exactamente da Charming Lighting.

No áudio, mais especificamente nos sistemas de PA, fabricantes notáveis como a Audio Focus, a Function-one, a KVZ Audio, a M&K Sound e a Zsound, apresentaram os seus produtos aos visitantes em condições realísticas, no Concert Sound Arena, na praça central ao ar livre da Messe Frankfurt, onde existiam três estruturas de palco, em que, em duas delas, as marcas exibiam, à vez, os seus atributos sonoros em períodos de meia hora, e eram apoiadas por um apresentador que ia explicando o que, no palco, acontecia; e, numa terceira estrutura de palco, estava um poderoso LED Wall, quer em tamanho, quer em qualidade, onde se podiam consultar as medições de níveis sonoros ali exibidos.

No entanto, entre a comunidade internacional do áudio, a novidade mais aguardada desta edição 2017 da Prolight+Sound era indubitavelmente o sistema «silent stage», o palco silencioso. Um sistema que simula na perfeição as funções de um amplificador, e que, usando também caixas transparentes de isolamento e instrumentos adaptados para o efeito, como, por exemplo, in-ears monitorizados individualmente, permite aos músicos ouvirem-se a si próprios e aos outros membros da banda com bastante mais nitidez.

E, ao se reduzir impressionantemente a irradiação acústica e, assim, os níveis médios de ruído no palco, não é só a audição dos músicos que sai a ganhar. O público e os promotores de eventos também saem beneficiados por este facto de o som debitado pelo PA ao concorrer menos com o som que sai do palco: a qualidade de afinação do que chega aos espectadores é superior, e permite também um maior controle do volume geral de um evento sem colocar em causa a acústica, o que vem mesmo a calhar em situações em que os níveis de ruído estão rigorosamente limitados.

A Prolight+Sound confirmou-se como a maior mostra de tecnologias ligadas à industria do entretenimento. Diríamos mesmo mais. Em nós, teve um efeito libertador de um bom livro, e para o próximo ano estamos de volta. 

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